sábado, 16 de fevereiro de 2008

As pessoas como são.

Não sei se a fotografia aguçou minha observação em relação as pessoas, suas atitudes e seus trejeitos. Não sei se sou crítica de natureza ou se isso provém de um pai totalmente detalhista e "cricri"¹ 1 Cricri é uma pessoa chata. Bom, o fato é que o jeito das pessoas me intriga. Hoje estava vendo um programa de televisão e um músico (diga-se cantador de pagode) entrou no palco tão saltitante que eu tenho quase certeza que ele não faz isso na casa dele, na frente da vó dele. Duvido. E digo mais, se ele tem a empáfia de agir dessa maneira na frente dos amigos, ou ele teve uma influência muito duvidosa, ou ele não tem noção do ridículo que encena todos os dias. Eu torço para que seja essas coisas de artista querendo impressionar. Ainda sentada em frente a TV, assisti vários seriados e me perguntei, morrendo de inveja, o que falta em mim para eu andar, pensar e falar como Lex Luthor. Como não sai da minha boca respostas tão sinceras e inteligentes quanto as da Miranda e o que falta em minha cabeça que sobra na da Carrie. E de repente, eu senti vontade de ser outra pessoa, de andar como outra pessoa, mesmo sabendo que na frente da minha vó eu seria a Nathália e mais ninguém. Não culpei mais o pseudo-pagodeiro esquisito. Não me senti mais a vontade de colocar em dúvida as estranhezas alheias. Acho que meu espelho começou a refeltir claro demais.