sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Os sonhos andantes.

Eu não aguento mais ser perseguida em sonhos. Uma vez ou outra "vá lá", mas todo dia, não há quem aguente.
Eu vivo um filme de suspense sonhal cotidiano. Ontem mesmo, não sei porque cárgas d'água fui encontrar o cativeiro de um menino seqüestrado ha 10 anos atraz e claro, fui perseguida pelo "sei lá quem" que sequestrou o garoto. Era uma fazenda, eu fugia numa caminhonete, ora ou outra dava uma de joão-sem-braço, fazia uns planos, dava umas piscadas. Hollywood puro.
Da outra vez um cara me pediu pra vigiar umas bicicletas numa festa popular numa cidadezinha de interior, eu desobedeci, fui passear na colina e lá estava o homem atraz de mim. Sobe morro, desce morro, sobe morro, desce morro e o indivíduo na minha cola. Se pelo menos desse pra perder uns quilinhos eu não falava nada.
Só que não são só os sonhos de perseguição que me assombram. Há ainda os com animais que são um caso a parte.
Outro dia sonhei que meu pato tinha sumido. Acordei, andei pela casa procurando o tal pato chorando. Procurei no banheiro, cozinha, sala e quarto, nada do pato. No sonho seguinte o que sumiu foi um cachorro. Fiquei uns 5 minutos na janela do meu quarto olhando pra rua procurando o tal cachorro que nunca foi meu.
Não sei se é maluquice, bizarrice, atoísse ou pertubação. Cada dia da minha vida é uma página e cada noite é um livro.
Haja fôlego. Que venha a maratona desta noite, estou pronta pra correr.

As coisas boas da vida.



Eu já descobri o que eu gosto de fazer. Pular! Pular corda, pular na cama-elástica, jump, pular carniça, amarelinha, pular na cama, pular o córrego, pular nos braços de quem a gente ama, pular uma tarefa chata, pular... pular... pular. Aliás, eu nunca levei a chave pra faculdade, sempre pulei o portão.
Outro dia assistindo o jornal da tarde vi uma nova invenção que me encheu os olhos. Uma espécie de bomba de encher pneu de bicicleta adaptada para pulo, tipo aquele brinquedo pogobol dos anos 80, bem mais moderno, a cara da nova geração.
Falando em nova geração, anos 80, passado e futuro me dá uma leve impressão de que os anos estão passando de alguma forma para mim. O joelho as vezes grita, um músculo rabugento reclama, mas o pulo quer pular. E pula.
Outro dia ouvi dizer que quando não temos mais vontade de brincar é porque a criança foi embora de vez.
Não importa se é resquício de infância, fogo na bunda ou até maluquice, pule.
O tempo só passa para quem perde o entusiamo!