sábado, 18 de abril de 2009

Três coisas

Eu tenho certeza de uma frase: "Seja feliz no seu trabalho ou nunca encontrará a verdadeira felicidade". Bom, hj foi um dia frustrante em que abri mão da minha felicidade e, sem muita vontade fui fotografar um batizado. Não é nada contra o cliente, pelo contrário, era um amor de pessoa e pela qual eu faria outros tantos, digamos, "sacrifícios". Batizado, ou qualquer evento social é assim: Não pode perder a entrada, o sorriso, a água, as alianças, o beijo, o bolo e somado a tudo isso o flash, a luz, o ângulo... É uma verdadeira maratona ingrata pois não conheço nenhum nome de fotógrafo famoso em eventos assim.

A segunda coisa que quero deixar aqui registrada é um trecho de um discurso de formatura feito, extraordinariamente pelo Steve Jobs da Apple/Pixar: "Só conseguimos ligar os pontos da vida olhando para o passado". Bom, primeiramente me sinto claramente segura em acreditar nessa frase, tanto pela experiência de vida dele, quanto pela minha sincera afinidade pelo que essa frase representa. Olhando para o meu passado eu, sem notar, sempre tive uma relação com a fotografia, aliás, talvez até uma clara empolgação, quem sabe até uma paixão platônica. Não dando ouvidos a isso e querendo ter um diploma de curso superior, cursei 4 anos de publicidade e propaganda. Não quero de forma nenhuma desmerecer o curso, pelo contrário, se formos passar um pente fino em vários fotógrafos, encontraremos inúmeros publicitários diplomados. Hj, gastando toda essa grana em cursos, eu poderia até ser uma fotógrafa cheia de técnicas, mas quem sabe, sem nenhuma criatividade, totalmente moldada, empedrada e frustrada. Os pontos.

A terceira e última coisa deste meu vasto falatório é sobre aprimoramento, conhecimento de causa e acabamento refinado. Todas as pessoas "bambambans" de suas áreas conhecem profundamente o que estão fazendo. Claro que isso inclui a história, que fatalmente desprezamos, a persistência de talvez vários anos, que por pressa tentamos burlar e todo um trabalho de acabamento, de qualidade, de diferencial que a falta de tempo, o acumulo de trabalho e outras preocupações faz-nos ter vista grossa nesses aspectos. No fim das contas, os que percebem isso a tempo tem a chance de começar algo bem feito e com sorte, poderão até ter o nome escrito na história. E aos que nunca se darão conta destes valores, resta quem sabe a sorte de ganhar uma boa grana, gastar a boa grana e nada mais.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Que tal?

Achei graça quando eu disse que só escrevo aqui quando estou em depressão. Não da depressão séria que muitos veem como uma brincadeira. Mas da levinha... a que ninguém se importa, aliás, a que nem eu me importo, mas uso de desculpa para falar sozinha pelos cotovelos.

Bom, eu sou descabelada. Sou fotógrafa, semi-obesa, mestre cuca e descabelada. 

Hoje começo aqui uma nova fase deste blogger. Fotografia, coisas interessantes que acho por aí, comida (é claro) e quem sabe muitas visitas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O sal

Fui no supermercado e comprei broto de feijão, polpa de tamarindo, cogumelo e chocolate. A mulher do caixa não sabia pra que o broto de feijão servia, nem o cogumelo. Nem eu sabia que eu gostava disso, e não gostava. Aliás, nunca comi. Eu gosto do tamarindo e do chocolate, gosto de quiabo, cebola e de vomitar sorvete. É gelado, espumante e não tão nojento quanto parece. O cogumelo pronto parece lesma e eu fico com dó de todas as lesmas do mundo. Nunca joguei sal em uma lesma pra ela morrer, mas o Rafael me ensinou que jogar sal em mosquito afogado faz ele ressuscitar e é verdade. Nos mosquitos eu jogo sal, nas lesmas não. Eu fico com raiva quando estou sentada no computador e uma formiga cabeçuda passa por aqui, derrubo ela no chão, mas não tão forte que possa matá-la, eu sei que não morre pq toda hora ela está na minha mesa, me desafiando. Mas quando em dia de chuva, ou de sol, ou de frio tem uma fila de formigas carregando comida pra casa eu não piso. Não piso e não deixo ninguém pisar. É respeito... Respeito pelo trabalho, pela vida e pela formiga.Eu gosto muito de pijama, tenho muitos e uso um por dia. Queria sair no mundo de pijama, trabalhar de pijama e ir no supermercado comprar polpa de tamarindo de pijama... se fosse pra comprar cogumelo eu iria de calça jeans, bem apertada, me incomodando pra eu sair de lá logo e nunca mais pensar nas lesmas, nem no sal, nem na morte.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Os sonhos andantes.

Eu não aguento mais ser perseguida em sonhos. Uma vez ou outra "vá lá", mas todo dia, não há quem aguente.
Eu vivo um filme de suspense sonhal cotidiano. Ontem mesmo, não sei porque cárgas d'água fui encontrar o cativeiro de um menino seqüestrado ha 10 anos atraz e claro, fui perseguida pelo "sei lá quem" que sequestrou o garoto. Era uma fazenda, eu fugia numa caminhonete, ora ou outra dava uma de joão-sem-braço, fazia uns planos, dava umas piscadas. Hollywood puro.
Da outra vez um cara me pediu pra vigiar umas bicicletas numa festa popular numa cidadezinha de interior, eu desobedeci, fui passear na colina e lá estava o homem atraz de mim. Sobe morro, desce morro, sobe morro, desce morro e o indivíduo na minha cola. Se pelo menos desse pra perder uns quilinhos eu não falava nada.
Só que não são só os sonhos de perseguição que me assombram. Há ainda os com animais que são um caso a parte.
Outro dia sonhei que meu pato tinha sumido. Acordei, andei pela casa procurando o tal pato chorando. Procurei no banheiro, cozinha, sala e quarto, nada do pato. No sonho seguinte o que sumiu foi um cachorro. Fiquei uns 5 minutos na janela do meu quarto olhando pra rua procurando o tal cachorro que nunca foi meu.
Não sei se é maluquice, bizarrice, atoísse ou pertubação. Cada dia da minha vida é uma página e cada noite é um livro.
Haja fôlego. Que venha a maratona desta noite, estou pronta pra correr.

As coisas boas da vida.



Eu já descobri o que eu gosto de fazer. Pular! Pular corda, pular na cama-elástica, jump, pular carniça, amarelinha, pular na cama, pular o córrego, pular nos braços de quem a gente ama, pular uma tarefa chata, pular... pular... pular. Aliás, eu nunca levei a chave pra faculdade, sempre pulei o portão.
Outro dia assistindo o jornal da tarde vi uma nova invenção que me encheu os olhos. Uma espécie de bomba de encher pneu de bicicleta adaptada para pulo, tipo aquele brinquedo pogobol dos anos 80, bem mais moderno, a cara da nova geração.
Falando em nova geração, anos 80, passado e futuro me dá uma leve impressão de que os anos estão passando de alguma forma para mim. O joelho as vezes grita, um músculo rabugento reclama, mas o pulo quer pular. E pula.
Outro dia ouvi dizer que quando não temos mais vontade de brincar é porque a criança foi embora de vez.
Não importa se é resquício de infância, fogo na bunda ou até maluquice, pule.
O tempo só passa para quem perde o entusiamo!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Grávidas e mais grávidas.













De tudo que fotografo, a gravidez é o que mais me comove. Amo a delicadeza, a fragilidade, a beleza e a pureza delas. Lindas.






domingo, 20 de julho de 2008

O ferro


Diz o ditado: "Quem com ferro fere, com ferro será ferido."
Eu me entusiasmo com estes ditados. Me identifico mais ainda com os que tem ferro no meio. Acredito que os ditados vem do mesmo país das anedotas, ninguém sabe, ninguém viu.

Mas voltando ao ferro e a ferida. Dói.

Eu fico espantada com a velocidade que as pessoas tem de rebater, devolver na mesma moeda, se vingar, dar o troco. Mais espantada fico em saber que essa velocidade só funciona se a coisa é do lado negro.

Seu feio. Sua horrível. Seu idiota. Sua retardada. Seu burro. Sua anta. Eu te odeio. Eu mais ainda. Eu te amo. (...). Você é lindo. (...) Percebeu a diferença?

Ninguém sabe se defender do amor, ninguém consegue lutar contra o elogio. Se o ferro, duro, forte, resistente é do lado do mau, do lado do bem deve ser o papel higiênico. Mole e sem graça. Depois de usado uma vez, não há quem queira e nem dá pra devolver.

Antes de abrir a boca e ir falando cobras e lagartos, pense se é com esses bichos que você quer mesmo conviver.