quinta-feira, 27 de março de 2008

A avalanche e a merda

Pode ser até uma falta de criatividade usar a avalanche, mas no pé que estão as coisas, mais clichê ou menos clichê não vai fazer a menor diferença. Por isso também utilizo a palavra merda. Pensei que caso eu dissesse "estou na merda" soaria violento demais. E a avalanche é tão branquinha e limpa que acaba sendo o lado bom da história, apesar de trazer em seu currículo só chumbo grosso. Bom, vamos aos fatos: pegue uma publicitária recem formada, mate o gato dela na manhã seguinte ao baile (sim, aquele gato famoso), suma a pseudo pulseira da sorte (essa pulseira merece uma história exclusiva posteriormente), queime o video-game caro do irmão chato dela + uma pitada de briguinhas familiares e conjugais e pronto. Eis a bomba. Essa sou eu!
Se eu soubesse que terminar uma faculdade fosse tão esquisito, eu tinha estudado menos e vagabundado mais. Ninguém prepara a gente pra uma latada dessa. Tá tudo despencando a toda velocidade, tem um turbilhão de coisas engolindo meu cérebro, a avalanche devastando várias das minhas expectativas e eu calma e tranquila com a cabeça atolada na merda.
Queria meu gato de volta, o gato, a Kitara e o Jindja. Eu abraçava eles e o mundo era simples... tudo termina para algo mais começar. Meu nome é Nathália Modesto Fontoura, tenho 24 anos, sou publicitária e hoje é o primeiro dia do resto da minha vida.